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molhamos o bico em tudo...bem, tudo não...quase tudo!

segunda-feira, janeiro 23, 2006

23 janeiro 2006, IP8, Raiva, Penacova 



Era tarde, depois de almoço. O tempo começa a lembrar a Primavera. O meu hábito de descansar 10 minutos (não fora eu associado APAS - Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta) leva-me a parar no quase único ponto que encontro entre Coimbra e Viseu, ali bem perto da barragem da Aguieira, onde a Raiva é nome somente por termos tanta beleza longe de nós.
A sombra virada para o rio é o ponto ideal para encostar um pouco.Mas, não há bela sem senão. As contradições do meu País fazem rir e chorar ao mesmo tempo. Tanta beleza, naquele Mondego a caminho da Livraria, que levará à cidade dos doutores. E aquele cartaz, comprado com o nosso dinheiro, bem indicado - IEP. Proibido vazar lixo ou entulho. Mas será preciso gastar dinheiro com cartazes destes? Será que haverá Portugueses que não sabem isso? Agora, o que nós, Portugueses não gostaríamos de saber é que há Institutos que preferem ser repressivos a efectuarem o seu próprio dever, isto é, colocar um caixote do lixo em condições e vazar o lixo temporariamente. É isso que devemos exigir ao IEP. Mais nada!

A IP8, Itinerário Principal, que liga Coimbra a Viseu, a caminho de Espanha, é ponto de passagem turística e de camiões de transportes TIR. É muito natural que se pare para descansar, para comer uma bucha e que se tenham que deitar as garrafas e outros detritos fora. Não para o rio, mas para o caixote do lixo. De quem é a competência? Minha?

Esta semana aumentaram o imposto sobre combustíveis. Não reclamamos, mas exigimos. Os impostos não são para encher a pança de quem manda mal, mas para fazer cumprir os mínimos preceitos de higiene dum País que se diz Europeu, que se diz civilizado.

Abaixo os cartazes que me ofendem. Exigimos o cumprimento do dever ao IEP! Ou melhor, para onde caminhamos nós?

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Subsídios de Renda de Casa 

O Jornal de ontem informava que o Subsecretário de Estado da Administração Interna. Dr. Rocha Andrade, passou a receber 1.304 Euros, de subsídio de renda de casa, aliás, refere o mesmo diário, subsídio que o Ministro das Finanças também aufere.
.............
Agora sou eu a falar:
O amigo Zé virá dizer: "Lá está o profeta da desgraça".. mas a verdade é esta. Eu só tenho duas soluções para poder estar calado: ou me torno num Agostinho Silva e entrego o meu BI, porque não me revejo nesta forma de ser País, ou passo somente a ler O AMIGO DO POVO, e mesmo esse tenho que passar ao lado das Notícias de toda a parte e até de algumas crónicas do Ti Ambrósio.
Então os srs recebem subsídio de renda desta forma, coitados, o vencimento é pequeno, alguns até já recebem reforma na roda dos 10 mil euros e mais, e depois até se juntam aos 3 e 4 na mesma casa, coitadinhos, porque nem dinheiro têm para pagar à Ti Fernanda que durante anos a fio lhes fez a cama, e despedem-na com 100 euros para comprar um bolo rei.
Então e o Zé da Burra e o Manel das Cebolas, que tiveram que sair de Cascos de Rolha, e vir para Lisboa, ganhar o pão que o diabo amassou, quantas vezes pagos muito depois do sol posto, e a rondar o ordenado mínimo?
O problema, meus caros não está em o Sr. Fulano de Tal receber, mas sim, em as leis não serem justas e equitativas, isto é, iguais para todos. E assim, meus caros, continuo a cantar como o Zé Mário, "Eu para este peditório já dei" .
Aqui, mesmo ao lado do restaurante onde almoço, a Adega Típica ( se vierem a Ansião almocem lá, digam que são amigos do Simões que eles fazem um abatimento significativo), existe uma casa do Ministério Público, das melhores de Ansião. Está vazia há anos. E eu pergunto, será que os srs do Ministério Público também recebem subsídio de renda de casa?
E lá em Lisboa, se os srs se reunem aos 3 e 4 na mesma casa, porque não faz isso o Estado, duma forma correcta, mas para todos? Não ficaria mais barato hospedar essa gente num hotel? Ou então, melhor ainda, não seria melhor colocar a lei igual para o Fulano de Tal e para o Zé da Burra?

segunda-feira, dezembro 19, 2005

"Não, senhor ministro" 

Pela actualidade, transcrevo esta carta, vinda hoje no 24 Horas, e enviada no início do ano de 2001, e que ainda não teve resposta:
...................
"Não, senhor ministro"
.......................
Carta que o inspector Júlio Santos enviou ao então ministro da Justiça António Costa:
....
"Não, Sr. Ministro!
Não sou a mesma pessoa que lhe escreveu há quatro anos e três meses nas páginas do "JN"! Chamo-me Júlio Santos, sou inspector-chefe e trabalho em Faro! Na altura era subinspector e chefiava a brigada da SRCB da PJ do Porto que protagonizou os acontecimentos em Carvalhosa, Marco de Canaveses, onde morreu o Sr. Agente João Melo!

Não, Sr. Ministro!
Não sou o mesmo, porque daí para cá tenho passado muitas noites sem dormir. As outras durmo pouco, na ansiedade de resolver o que parece não ter solução! (...)

Não, Sr. Ministro!
Ninguém se preocupou comigo ou com os funcioná¬rios que na altura me acompanhavam, e muito pouco li¬garam à família do João! O que nos aconteceu é inacreditável!

Não, Sr. Ministro!
Não vou mais ao cemitério de Bornes "falar" com o meu amigo João Melo porque tenho vergonha de lhe contar o que se está a passar!!! Ele, que era um homem íntegro, completo, em quem a sociedade que servia depositava as maiores esperanças, ia ficar desiludido, vazio de JUSTIÇA, sufocado de revolta! (...)

Não, Sr. Ministro!
Também não quero saber do que vai acontecer daqui para a frente, porque já não tenho cara para enfrentar os meus amigos, os meus filhos e todos aqueles que acreditaram que se faria JUSTIÇA e que nunca duvidaram da solução do problema! E a mim que perguntam! É a mim que criticam! É a mim que acusam!

Não, Sr. Ministro!
Não é justo!
(...) Eu continuo cá, abnegadamente, a cumprir com lealdade e coragem o meu papel. Faça com que outros cumpram também o seu, porque, quando tal, ninguém acredita que a JUSTIÇA é possível, que os BONS prevalecem sobre os MAUS, que vale a pena morrer por uma causa!

Não, Sr. Ministro!
Isto não pode voltar a acontecer! Tomara eu acordar agora dos sonhos que tenho tido com suores e tremores à mistura e concluir: isto não é verdade! E agora?"
...........
JÚLIO SANTOS AINDA ESPERA PELA RESPOSTA DE ANTÓNIO COSTA

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Procurador pede provas para sustentar cabala 

Casa Pia: Souto Moura diz que MP fez trabalho notável

Procurador pede provas para sustentar cabala


Se continuam a afirmar a inocência e a dizer que isto é tudo uma construção e uma cabala, porque é que em três anos nunca me trouxeram elementos por onde eu pudesse puxar para confirmar essa tese?”

Souto Moura, procurador-geral da República, reagiu assim ao facto de Paulo Pedroso ter anunciado a intenção de processar os responsáveis pela investigação do processo de pedofilia da Casa Pia, depois de o Ministério Público ter decidido não recorrer para o Tribunal Constitucional do acórdão da Relação de Lisboa que confirmou a não ida a julgamento do político do PS.

“Quem tiver elementos que possam minimamente sustentar uma cabala que mos traga”, desafiou Souto Moura, minutos antes de, ontem de manhã, viajar para a China, onde irá participar no 1.º encontro de procuradores gerais Ásia/Europa, que vai decorrer na cidade de Shenzhen, entre os dias 7 e 14 de Dezembro.

O procurador admitiu, no entanto, que a investigação do processo de abusos sexuais de casapianos “não foi a ideal”. “Foi a possível com os condicionalismos que havia na altura. Acho que se fez uma obra notável, porque se lutou contra resistências que vinham de todos os lados. Foi extremamente árduo”, referiu em declarações à agência Lusa”. E acrescentou que após a divulgação dos abusos na Casa Pia (23 de Novembro de 2003) “o País tremeu de alto a baixo”. “A Assembleia da República levantou-se em protesto, o Governo e o Presidente da República manifestaram-se. A partir do momento em que se começaram a detectar suspeitas em pessoas com poder, ninguém mais quis saber das crianças, nunca mais se falou do escândalo da Casa Pia, a preocupação foi dizer que a investigação foi disparatada”.

Depois de afirmar que está de “consciência tranquila”, Souto Moura referiu que os procuradores responsáveis pela investigação, João Guerra, Cristina Faleiro e Paula Soares, fizeram um “trabalho notável de persistência, capacidade de trabalho e de selecção”. “Tinha a máxima confiança na equipa, porque se tratava de um procurador e de duas procuradoras adjuntas que estavam no Departamento de Investigação e Acção Penal e que há anos não faziam outra coisa senão investigar crimes de abuso sexual. A minha opção foi mais do que natural”, observou, reconhecendo, contudo, que os erros cometidos não alteraram o resultado final. “Há um ou outro episódio de que me arrependo”, salientou, reportando-se ao álbum de fotografias de várias figuras públicas que foi mostrado às vítimas para que estas identificassem os abusadores: “Se eu soubesse também tinha colocado lá a minha fotografia, mas, neste episódio, mais uma vez se confundiu o acessório com o essencial.”

PEDROSO PROCESSA E REGRESSA AO PARLAMENTO

Paulo Pedroso já deu ordens ao seu advogado, Celso Cruzeiro, para avançar com processos contra os procuradores João Guerra, Paula Soares e Cristina Faleiro responsáveis pela investigação do processo Casa Pia. De acordo com o que escreveu num blogue para comentar a decisão do Ministério Público de não recorrer do acórdão da Relação de Lisboa que confirmou a sua não ida a julgamento, o ex-deputado socialista diz que o processo Casa Pia permitiu-lhe “perceber que, em Portugal (...), não basta ser inocente para ser tratado como tal”.

E acrescenta: “Algures, alguém, um dia, desencadeou as operações que culminaram na brutal difamação que sofri. Estou certo de que também um dia, alguém, algures descobrirá o que aconteceu e como. (...) Sei, no entanto, que quem conduziu o inquérito judicial a meu respeito agiu sem presumir sequer a possibilidade da minha inocência (...).”

Pedroso informa, ainda, que pretende voltar à Assembleia da República como deputado do PS. Mas frisa que, por razões da sua vida profissional, ainda não sabe quando é que se vai concretizar tal regresso.

CASO PEDROSO

MINISTRO ACEITA

O ministro da Justiça, Alberto Costa, diz que é um “acto normal” o facto de Paulo Pedroso ter anunciado que vai processar criminalmente os responsáveis pela investigação do processo de pedofilia na Casa Pia. “Num Estado de direito isso é um acto normal. Qualquer cidadão tem o direito de responsabilizar o Estado, os seus agentes, pela prática de actos lesivos”, referiu Alberto Costa, momentos depois de, ontem, ter visitado a Conservatória do Registo Criminal de Gaia.

INDEMNIZAÇÃO

O penalista Germano Marques da Silva considera que o facto de a Relação de Lisboa ter ficado com dúvidas sobre a “pretendida inocência do arguido” quer dizer que o acórdão que confirmou a não ida a julgamento de Paulo Pedroso não deve ser considerado como uma “declaração de inocência”. Em declarações ao CM (dia 11 de Novembro), Marques da Silva adiantou, ainda, que será muito complicado que Pedroso tenha direito a qualquer indemnização por ter estado cinco meses em prisão preventiva: “Só se fosse possível concluir que houve negligência grosseira na aplicação da medida de coacção mais gravosa”.

ALMEIDA E SIMÃO

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pode anular o despacho de Carlos Almeida que fez com que Rodrigues Simão ficasse com o recurso do Ministério Público à não ida de Pedroso a julgamento. Se o STJ considerar que a Casa Pia tem razão e declarar tal despacho ilegal, o acórdão da Relação de Lisboa que impediu o político de ser julgado poderá ser anulado.

VÍTIMAS VÃO CONTINUAR A FALAR DO POLÍTICO DO PS

As vítimas que acusam Paulo Pedroso de abuso sexual vão continuar a mencionar o nome do político do PS no julgamento do processo Casa Pia que está a decorrer desde o dia 25 de Novembro do ano passado.

Miguel Matias, advogado das vítimas, assegurou ontem que não vai pedir aos jovens para deixarem de falar em Pedroso. “Não podemos deixar de continuar a reivindicar um direito que é o das vítimas relatarem aquilo que sentiram ao longo deste tempo todo. Vão continuar a fazê-lo com todas as consequências que eles sabem que daí podem advir. Vão continuar a dizer e a afirmar os factos que sofreram ao logo deste tempo todo”, referiu o defensor dos jovens que estão a ser ouvidos no Tribunal de Monsanto.

Matias frisou, ainda, que a Casa Pia e as vítimas de pedofilia “fizeram tudo o que entenderam no sentido de Paulo Pedroso, Herman José e Francisco Alves terem sido levados a julgamento”. “Isso não aconteceu. É uma decisão que respeitamos, mas penso que ainda não estará tudo terminado. Haverá alguns mecanismos processuais que já foram ou ainda poderão ser accionados. O próprio acórdão da Relação de Lisboa que confirmou a não ida a julgamento desses três arguidos deixou em aberto algumas possibilidades que não deixaremos certamente de equacionar, por dever de ofício e por entendermos que esse é o caminho mais correcto”.

Instado a concretizar a que hipóteses se referia Miguel Matias disse: “Refiro-me à possibilidade de aparecerem em sede de julgamento novos dados que sustentem a acusação que foi proferida contra o senhor Paulo Pedroso. Se isso acontecer, o relator de acórdão já notificou os intervenientes processuais de que esses dados poderão ser utilizados num recurso extraordinário que poderá ser interposto para revisão do acórdão.”
Octávio Lopes, com R.C.
in: Correio da Manhã, 7-12-05

quarta-feira, novembro 30, 2005

Os erros do acórdão de Pedroso 

in: Correio da Manhã, 30.11.05, Octávio Lopes/Ana Luísa Nascimento

Processo - magistratura pode abrir inquérito


Relação de Lisboa decidiu que Pedroso não deve ser julgado
O acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) dos desembargadores Rodrigues Simão (relator), Carlos Sousa e Mário Morgado que confirmou a não ida de Paulo Pedroso a julgamento tem erros e pelo menos uma afirmação não justificada.

Na página 140, os juízes, na fundamentação que utilizaram para avaliação da credibilidade das vítimas, escreveram que ‘Daniel’, de 19 anos, foi ouvido no dia 26 de Fevereiro de 2003, “já após a prisão do arguido Paulo Pedroso”, quando o político do PS só foi detido no dia 21 de Maio de 2003, como, aliás, também está escrito no acórdão.

Outro dos erros consta na página 122. Desta vez está em causa ‘Nuno’, de 19 anos – o jovem que se encontra internado num hospital da zona de Lisboa por ter tentado suicidar-se, ingerindo um dos mais venenosos herbicidas (Gramoxone). De acordo com os desembargadores, no dia 3 de Janeiro de 2003, a vítima disse à Polícia Judiciária que se deslocou várias vezes a uma vivenda de Elvas, onde encontrou um indivíduo de óculos que identificou como sendo Paulo Pedroso. No dia em questão, ‘Nuno’ não prestou qualquer declaração à PJ no âmbito do processo Casa Pia.

Na página 148, Rodrigues Simão, Carlos Sousa e Mário Morgado falam dos depoimentos prestados pelo antigo casapiano ‘João A.’ durante a fase de inquérito. A dada altura salientam: “De anotar que este ofendido (...) referiu ainda um conjunto de outras pessoas como abusadores de si próprio, de que são de destacar os políticos Drs. (...) e (...), bem como o ex-futebolista (...), o que, salvo melhor opinião, poderá denotar alguma fantasia da sua parte”.

Em parte alguma do acórdão, os juízes explicam as razões que os levaram a mencionar a palavra “fantasia” para caracterizarem um jovem que, é público, foi utilizado como protagonista de filmes pedófilos, distribuídos em França em circuitos que envolviam altas figuras da política e intelectualidade francesas.

“Nos termos da lei, os juízes devem fundamentar afirmação a afirmação”, observou o penalista Rodrigo Santiago quando confrontado com o que os desembargadores da 3.ª Secção do TRL escreveram sobre ‘João A.’.

Fonte autorizada do Conselho Superior da Magistratura (CSM) – órgão responsável pela gestão e disciplina dos juízes – adiantou ao CM que Rodrigues Simão, Carlos Sousa e Mário Morgado poderão ser alvo de um inquérito, caso os “erros vão para além do habitual”.

“Se no decorrer do eventual inquérito de averiguações for provado que os erros não são meros lapsos inócuos, mas que houve dolo [intenção], a lei prevê que sejam abertos processos disciplinares”, acrescentou a mesma fonte do CSM.

Contactado pelo CM, Rodrigues Simão adiantou: “O acórdão está publicado. Não sei se tem erros ou não. Não tenho mais comentários. Tenho mais coisas em que pensar”.

Apesar de confirmarem a decisão da juíza de Instrução Criminal Ana Teixeira e Silva de não levar o político do PS a julgamento, os juízes fizeram questão de deixar bem expresso que ficaram com uma “dupla e insanável dúvida”. Uma relacionada com a veracidade das imputações feitas ao arguido e outra quanto à pretendida inocência de Pedroso.
Octávio Lopes/Ana Luísa Nascimento

Casa Pia - Tentativa de Suicídio 

in: Correio da Manhã, 30nov05
Vítima ingeriu herbicida letal



'Nuno’, de 19 anos, uma das principais vítimas do processo Casa Pia, encontra-se internado num hospital da zona de Lisboa, por se ter tentado suicidar.




O jovem ingeriu Gramoxone, um dos herbicidas mais venenosos à venda em Portugal, mas que está proibido em países como a Suíça, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Hungria e Eslovénia, entre outros.

Segundo soube o CM, ‘Nuno’, que ainda não depôs no julgamento de pedofilia, tem prognóstico reservado, embora já tenha saído dos cuidados intensivos da unidade hospitalar onde se encontra desde a madrugada de domingo.

Fontes muito próximas do antigo casapiano adiantaram ao CM que ele está “consciente”, apesar de nas últimas horas ter sido submetido a vários tratamentos médicos delicados, como “lavagens ao sangue”. As mesmas fontes adiantaram, ainda, que a principal razão da atitude do jovem teve a ver com o facto de recentemente ter sido obrigado a recordar os “horrores por que passou” enquanto esteve na Casa Pia. Em causa estiveram razões de índole pessoal e familiar (discussão com a mãe) e o acórdão que confirmou a não ida de Paulo Pedroso a julgamento. ‘Nuno’ foi uma das vítimas que acusou de abusos o político do PS que os desembargadores Rodrigues Simão, Carlos Sousa e Mário Morgado consideraram não ter credibilidade.

Ontem de manhã Catalina Pestana foi visitar ‘Nuno’. Contactada pelo CM, a provedora recusou falar do estado de ‘Nuno’. Limitou-se a lembrar o que já havia dito em situações semelhantes – as vítimas de pedofilia, bem como todos os alunos da Casa Pia, podem deslocar-se à Provedoria sempre que tiverem qualquer problema.

O CM apurou que a juíza Ana Peres já foi informada do que sucedeu e que ‘Nuno’ também já fez questão de afirmar que, assim que estiver recuperado, irá prestar declarações.

PSIQUIATRA PREOCUPADO

Álvaro de Carvalho, psiquiatra que tem acompanhado alguns dos jovens que foram abusados, não escondeu ao CM estar preocupado com a lentidão do julgamento.

“É natural que os jovens que ainda não foram depor [como é o caso de ‘Nuno’] se sintam inseguros e ansiosos. É uma situação que a mim não me agrada nada.”

E acrescentou: “Quanto mais tardia for a intervenção deles em julgamento – que pode ser considerado uma forma de se sentirem ressarcidos pelos abusos que sofreram – mais descrentes ficam em relação à Justiça”.

A concluir, Álvaro de Carvalho observou que os jovens já ouvidos sentem-se “mais aliviados” e com a “esperança de que lhes façam Justiça”.

ACUSA CRUZ, DINIZ, 'BIBI' E PEDROSO

‘Nuno’ ingressou na Casa Pia em 1999. Tinha 13 anos. Durante as fases de inquérito e de instrução do processo de pedofilia assegurou ter sido abusado por Carlos Cruz, Paulo Pedroso, Ferreira Diniz e Carlos Silvino. Contou, ainda, que foi molestado na casa de Elvas, local onde garantiu ter-se cruzado com Gertrudes Nunes, Hugo Marçal e Manuel Abrantes.

OUTROS CASOS

TOMOU COMPRIMIDOS PARA DORMIR ('João A', 23 anos)

‘João A.’, uma das testemunhas que envolveu Paulo Pedroso e Jorge Ritto no escândalo de pedofilia da Casa Pia, foi a primeira vítima a tentar pôr termo à vida, logo apôs a divulgação do caso, em 2003.

Na altura, uma pessoa próxima do jovem referiu ao CM que ‘João A.’, então com 21 anos, “não aguentou a pressão” a que estava ser submetido, pelo que tentou o suicídio através da ingestão de comprimidos para dormir.

ATIROU-SE DE UM 2º ANDAR; ESPETOU FACA NA BARRIGA ('Jorge', 18 anos)

‘Jorge’, de 18 anos, jovem que acusa Ferreira Diniz e Carlos Silvino, tentou suicidar-se duas vezes desde que foi desencadeado o processo de pedofilia da Casa Pia. A primeira tentativa aconteceu em Abril de 2003: ‘Jorge ‘ atirou-se do segundo andar do Colégio para o pátio. “Ficou com a cara muito desfeita”, contou Catalina Pestana em tribunal.

A segunda tentativa foi levada a cabo em Junho passado, já decorria o julgamento. O jovem, considerado “especialmente vulnerável” e com um grande historial de internamentos psiquiátricos, espetou uma faca na barriga. Foi sujeito a uma delicada intervenção cirúrgica e esteve vários dias internado.
Octávio Lopes

segunda-feira, novembro 21, 2005

A bacoquice da maior árvore de Natal 

Vou-vos narrar um pouco da minha história de hoje que me pôs os cabelos em pé.
Passei o fim de semana em Lisboa. Numa de desintoxicação. Sem computador, sem carro. Há muito que não usava a experiência do comboio. Viagem calma, cómoda, mas...
Há sempre um mas.
Comprei o bilhete através do MB. Viagem para Coimbra marcada para o Intercidades das 19:01 de domingo.
Saio de Algés ás 18:00. Normalmente 20 minutos seriam suficientes. Mas não.
Não contei com a bacoquice lisboeta de ir passear para o Terreiro do Paço, de boca aberta, a ver a maior árvore de natal da Europa.
E assim, os 15 m possíveis de Alcântara a Santa Apolónia esticaram para 1 hora e 15. E o bilhete lá se foi, e o comboio também.
E esta bacoquice acabou por me ficar em mais 13 euros, ou seja 31 euros que a CP me levou para viajar no ALFA das 19:55.
E se vos digo isto não é por causa dos 13 euros nem do atraso.
É simplesmente por esta saloiada de termos todos os teles jornais a passarem a pseudo notícia da maior árvore de natal Europeia, no dia em que nos atiram a imagem de sermos os maiores em sinistralidade, com 950 mortos só este ano(isto é a estatística, porque serão muitos mais), os maiores em desemprego, etc, etc.
Pois esta árvore tem não sei quantos milhares de lâmpadas, mas mesmo ali ao lado, a cerca de 50 m, numa dependência dum ministério, há que tempos que faltam 17 lâmpadas, contadas e novamente requisitadas por uma pessoa minha amiga, mas que não há maneira de serem substituídas.
Meus amigos, costumo dizer que sou Português por obrigação e o resto por paixão.
Às vezes custa muito ser Português, sentindo toda esta incoerência. Um País realmente na miséria a desperdiçar desta forma?!!!
Mas podem dizer: Ah! Mas isso não é dinheiro da gente, é dum banco (não digo o nome para não contribuir gratuitamente na publicidade). E o dinheiro dos bancos é de quem?
A quem é que eles o vão sugar com taxas e mais taxas por tudo e por nada?
Quantos milhões de lucros indecentes não têm tido os bancos nos últimos tempos? E é para isto?
Quanto custou ontem a abertura dessa árvore com a fanfarronice do fogo de artifício?
A propósito, vocês já alguma vez foram ao Hospital, secção de Neurologia, em Coimbra, ali para os lados de S. Martinho do Bispo? Não? Então vão? Mas levem cicerone, porque com mapa ou visão não se safam. E quanto ao resto também não.
Lamentavelmente Portugal é sinónimo de contradição total.

sexta-feira, novembro 04, 2005

SERÁ MESMO VERDADE? 

Verdade ou não é o que está a circular, entre professores e não só... dá que pensar...

- Boas Vidas!!!

Nem tudo vai mal nesta nossa República· (Pelo menos para alguns).
Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram eleitos.
Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:

- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.

Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros).

Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos).
Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:

Almeida Santos......................... 4.400, euros;

Medeiros Ferreira...................... 2.800, euros;

Manuela Aguiar....................... 2.800, euros;

Pedro Roseta........................... 2.800, euros;

Helena Roseta.......................... 2.800, euros;

Narana Coissoró ...................... 2.800, euros;

Álvaro Barreto......................... 3.500, euros;

Vieira de Castro........................2.800, euros;

Leonor Beleza ..........................2.200, euros;

Isabel Castro.......................... 2.200, euros;

José Leitão........................... 2.400, euros;

Artur Penedos...........................1.800, euros;

Bagão Félix.............................1.800, euros.



Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos os seguintes:

Luís Filipe Pereira .................. 26.890, euros / 9 anos de serviço;

Sónia Fortuzinhos ........... ........ 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço;

Maria Santos ......................... 62.000, euros /9 anos de Serviço;

Paulo Pedroso ........................ 48.000, euros /7 anos e meio de serviço;

David Justino ........................ 38.000, euros /5 anos e meio de serviço;

Ana Benavente ........................ 62.000, euros/9 anos de serviço;

Mª Carmo Romão ....................... 62.000, euros /9 anos de serviço;

Luís Nobre Guedes .................... 62.000, euros/ 9 anos e meio de serviço.


A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente a última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada.

É assim a nossa República (das bananas, mas podres) !!!!!!!!!!!!!

É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFICIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE...

E depois digam que os funcionários públicos são despesistas, que trabalham pouco e etc.
É verdade! ... mas só este tipo de "funcionários públicos" ou seja estes POLÍTICOS que temos ( porque continuamos a votar neles!) que mais não fazem do que parasitar a função pública.
Não são eles que vivem com ordenados médios de cento e poucos contos !!!

PASSEM ESTE MAIL, PODE SER QUE ELES GANHEM ALGUMA VERGONHA
( será que sabem o que isso é?)

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