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molhamos o bico em tudo...bem, tudo não...quase tudo!

terça-feira, março 30, 2004

As diferenças do Marquês 


Eu não sei porque raio o Presidente Santana se havia de lembrar de meter o Marquês ao barulho. O homem nunca imaginou que a palha dos cavalos alguma vez se transformasse em petróleo e que os seus seguidores andassem a fazer de Lisboa um ninho de toupeiras.

Por isso, aquela cabeleira não me parece ficar ali bem, pois o Marquês não está em marcha, a não ser que... a não ser que o marquês actual esteja mesmo em marcha... claro... para a presidência... e isto seja tudo um disfarce...

sexta-feira, março 26, 2004

A relva...e o pasto...  

"O futebol tem servido de pasto às mais variadas frustações, desde empresários para consumo interno a arautos de uma intelectualidade confidencial"

Fernando Guerra, in: Jornal "A Bola", 8mar04

Agora compreendo a razão dos problemas com os relvados dos novos estádios...É uma questão de pasto...

QUEM TEM NÁDEGA TEM MEDO 

No dia em que me casei recebi um telegrama.

Era do exército a convidar-me para no dia seguinte me apresentar em Tancos A fim de iniciar o curso de terrorista.

O Governo da altura entendia que eu, com vinte e poucos anos, tinha capacidade para aprender como é que se destruiam pontes, casas, blindados, etc.

E durante algumas semanas eu aprendi tudo o que era explosivo, detonador, minas, e assim me tornei um engenheiro de minas... e armadilhas.

Em Angola lá me puseram a exercitar os meus conhecimentos, felizmente no bom sentido, pois nunca foi necessário usá-los com fins bélicos.

Mas a verdade é que nunca ninguém se preocupou se eu era ou não idóneo para ficar conhecedor de tais coisas de tanta responsabilidade. E como eu, há milhares, só em Portugal.

Por isso, hoje, quando o nosso Durão passou o dia a falar de terrorismo pareceu dar a perceber que algo se passa e que ele não conta.
Porque a verdade, a ameaça de terrorismo não passa duma treta ou duma trágica realidade. Quem sabe onde ele está? É como um terramoto. Aparece quando menos se espera. Andarmos para aqui a falar de terrorismo a toda a hora só faz com que o mesmo desperte na cabeça de algum maluco. Sim, porque não pense o Durãozinho que está acompanhado de santinhos. E a verdade é que existe muita gente que já não tem nada a perder e que a única coisa que lhe apetece é vingar-se da traição da política social.

Qualquer um de nós pode bem ser um potencial terrorista, desde que a vida lhe corra ao contrário e sinta que não há mais nada a fazer.

Os nossos políticos têm que ter mais calma e mais respeito pelos que estão desprotegidos socialmente, caso contrário, o terrorismo vai existir, ai vai, vai...

Mas não vale a pena andarem à procura dele, porque só estamos a destruirnos psicologicamente.

Em Lisboa já fui assaltado (viatura) 6 vezes, e todas de dia. Uma junto à Sé de Lisboa, outra na Rua da Madalena, outra na 5 de Outubro, outra nos Olivais, outra junto ao cemitério dos Prazeres e outra em frente ao restaurante da Mafalda no Portinho da Arrábida. Vejam lá se isto não é terrorismo!

Qual de nós se sente protegido pela nossa polícia? Deixem-se de utopias, família Durão!

Eu compreendo que o problema é o Iraque e a nossa GNR. Vejam lá que hoje até ficámos a saber quanto vale um polícia numa "caixa de pinho": entre 150 e 250 ordenados mínimos. Porquê mínimos? E porquê entre 150 e 250? Quem é que vale os 250 e quem vale os 150? Certamente o soldado vale os 150 e o comandante 250. Ou seja, a família do comandante merece mais que a do soldado, é assim? Ou seja, os filhos do comandante comem floquinhos e os filhos do soldado comem merda. É isso?

E porquê agora, depois do 11 de Março Madrileno todas estas justificações?

Uma das nossas jornalistas no Iraque apanhou na nádega e, pelos vistos, não tem vontade de lá voltar. Parece-me que esta euforia toda é porque alguém mais tem medo de apanhar na nádega.

Mas certamente que quem mandou a GNR para o Iraque não tem medo de apanhar na nádega...

Deus queira que eu não venha a cantar a canção do soldadinho, do Zé Afonso...


sábado, março 13, 2004

A A.R. e o SEXO 

Quando andava a estudar obrigaram-me a fazer a cadeira de Organização Política, no chamado 7º ano liceal.
Estava um pouco longe de Lisboa e acreditava em todas as "balelas". Era o que se chamava "um bocana". E então acreditava que aqueles senhores de gravata e malinha na mão estavam lá porque gostavam muito de nós.
Mais tarde enviaram-me para Angola com uma G3 e aí comecei a andar sempre de pé atrás, porque esses gajos lixaram-me a vida. Deixei de estudar na altura própria e ainda hoje sofro por causa dessa merda da guerra do ultramar.
E a partir daí sempre acreditei que essa malta da AR, além de passarem o tempo a calejar o cu e a coçar os tomates discutiam o sexo dos anjos. Mais uma vez "bocana" porque descubro agora que, afinal, o que eles discutem é a anatomia da escultura que representa a República lá na casa.



O Inimigo Público do Público de 12 de Março traz este desenho muito engraçado. Os gajos andam mesmo muito baralhados. Eu penso que eles deviam começar já a ter umas aulas, primeiro com a Edite Estrela, para aprenderem a escrever (não é para ela indicar onde é que fica a tal pilinha encantada), depois, o melhor era irem para as nossas escolas... talvez a miudagem lhes desse umas lições...

Que Cultura? 

Não posso deixar de transcrever a notícia do Jornal Diário de Coimbra, do passado dia 11 de Março:

Financiamento preocupa maestro
Produzir um serviço público e ser uma associação sem fins lucrativos é uma «combinação explosiva para andar sempre de pé atrás», sublinha Virgílio Caseiro. Em vésperas de eleições para a Orquestra, o maestro, que nada recebeu pelo trabalho prestado, alerta para a débil saúde financeira da formação e mostra-se interessado em largar a direcção

A vinte dias das eleições para os órgãos sociais da Orquestra de Câmara de Coimbra (OCC) – marcadas para dia 31 – ainda não se perfila sequer uma lista candidata, mas já é certo que o maestro titular não quer continuar na direcção.
«Para não haver confusão de cargos», Virgílio Caseiro diz que tenciona «ficar somente com a responsabilidade artística» da OCC. E isto não apenas por se intitular «um mau elemento» dirigente (insiste que não gosta de papéis e que não tem jeito para a administração), mas também porque deseja focalizar as energias para o trabalho de músico, afinal aquela que é a sua profissão.
Quanto à eventual candidatura a um segundo mandato pelos restantes elementos do órgão – o presidente Fernando Regateiro e a vice-presidente Emília Martins –, ainda nada foi assumido, pelo menos publicamente.
Passados mais de dois anos de trabalho, e para cima de uma centena de concertos (só em 2003 à volta de 70), Virgílio Caseiro lamenta, sobretudo, a falta de apoios financeiros: «Não exorbito com grandes alegrias quando se fala da saúde financeira» da OCC, diz o maestro.
Tem sido quase exclusivamente a Câmara Municipal a suportar as despesas logísticas e os ordenados dos 32 elementos desta formação musical. Com um orçamento proveniente da autarquia na ordem dos 125 mil euros (25 mil contos), para uma orquestra que precisaria de 225 mil euros (45 mil contos) por ano para funcionar, o que foi conseguido deve-se, em parte, a um maestro que está a trabalhar de graça, aos restantes membros da direcção que também nada recebem, bem como à ausência de funcionários administrativos ou de um único computador montado numa sede – é, igualmente, a Câmara que empresta instalações para os ensaios.
Questionado sobre se reclama um vencimento, Virgílio Caseiro responde, sem equívocos: «A minha remuneração é de legitimidade superlativa, porque sou um profissional, mas não é tão importante quanto a sobrevivência da Orquestra de Câmara».
Para o também professor de música, a OCC «já se afirmou», pelo que «se acabar não será por falta de qualidade».
Porém, haverá sempre uma dificuldade: «Produzimos um serviço público e somos uma associação sem fins lucrativos, uma combinação explosiva para andarmos sempre de pé atrás», sublinha.
De acordo com Virgílio Caseiro, «se a Orquestra de Câmara fosse tão mediática quanto o futebol, a sua sobrevivência não era contada até ao tostão».
Olhando para o panorama do patrocínio estatal – a Orquestra Nacional do Porto tem 1 milhão e 200 mil contos de orçamento, a Metropolitana de Lisboa cerca de 800 mil contos e a Filarmonia das Beiras 150 mil contos –, o maestro afirma que a OCC ficará «tranquilamente à espera que, um dia, a porta do Ministério da Cultura» também se lhe abra.
Paciente, é contra «a reivindicação pela reivindicação, que não leva a lado nenhum», e considera «melhor apresentar trabalho feito com dignidade».
Emília Martins começa por lançar um apelo aos mecenas e sugere a constituição de uma estrutura tipo “clube de amigos” da OCC, que entre outros fins também a apoiaria financeiramente.
A advogada diz mesmo que «um dos problemas que uma próxima direcção deve tratar é de criar condições para que Orquestra continue e para que maestro titular seja devidamente pago».  
Carlos Santos

Depois de ler este artigo, a única coisa que posso dizer é que se confirma muito do que penso e sinto.
Mais palavras para quê?
Por falar nisto, quem é o Ministro da Cultura?

domingo, março 07, 2004

A TODAS AS MARIANAS DE PORTUGAL

Amanhã é o dia Internacional da Mulher. Vá-se lá saber o que é que isso quer dizer. Possivelmente, que elas também têm o direito a um dia. Só isso. Pois, por mim tem direito a todos os dias. Todos os dias para as mulheres. AH! Já me estava a esquecer! E as noites também. Eu gosto mais das noites.

Mas não gosto que as Marianas sofram. É muito mau para as Marianas estarem a sofrer sem saberem porquê. Todos têm a sua cruz, mas não há direito que haja Marianas com uma cruz mais pesada. Não há direito!
Esta minha quadra é para a Mariana. Mas, o que desejo à Mariana é que o Mundo não precise de Dias Internacionais da Mulher para sentirmos que a mulher é o princípio e o fim da nossa vida.

Mulher, em ti o mundo gira,
Mulher, em ti o mundo passa,
Mulher, sem ti o mundo expira,
Mulher, sem ti nada tem graça.

PAÍS HIPÓCRITA

Não venho aqui defender a Câmara de Lisboa, nem a empresa da comida para enganar a barriga.
Mas, deixem-me que vos diga, somos um país que enoja pela hipocrisia que existe, quase em tudo. É o aborto, uma hipocrisia, a economia, uma hipocrisia, um governo, uma hipocrisia, o desporto, uma hipocrisia, a sociedade, uma ... e por aí...
Tanta polémica por causa duma oferta publicitária de bilhetes para o Euro 2004 feita por essa empresa. Nós somos pobres e mal agradecidos. Não conheço a forma como a iniciativa estava programada. Aquilo que me parece é que ela tem o direito de oferecer os bilhetes a quem quiser e tem o direito de pedir ajuda para essa iniciativa, se acaso a intenção é só oferecer bilhetes. Pois é evidente que há hipocrisia porque, efectivamente, há discriminação, Existe discriminação na sociedade. Vejam lá se nas telenovelas as miudinhas e miudos são escolhidos sem discrimanação?! Vejam lá se as locutoras e locutores das tvs não são escolhidos com discriminação?! Vejam lá se a própria comunicação social não discrimina quando se realizam os jogos olímpicos para deficientes?! E nas nossas empresas?! Não há discriminação ao aceitar uma pessoa deficiente? Deixem-se de tretas! Este país não raciocina! Sabem uma coisa? Às vezes apetece dizer: Este País é uma merda!
Ao ouvir a notícia percebi que eram crianças para acompanhar os desportistas. E mais, já viram o que era se fossem escolhidas crianças indiscriminadamente? Tenham juízo? Temos que ser realistas! E ser realista não é discriminar. É dar a cada um a oportunidade própria e na hora certa! Então digam-me lá? Como foram escolhidas as criancinhas para a inauguração dos campos desportivos inaugurados, à pressa, ultimamente? Não houve discriminação? Blá, blá, blá tinha a minha avó muita, mas já morreu...
Hoje, ao que ouvi, vão ser indicados os cento e tais melhores desportistas. Vejam lá se não há discriminação?! Verifiquem quantos são escolhidos, por exemplo, dos que são medalhados dos jogos para-olímpicos?
Vou ver se me oferecem um bilhete, a mim, que sou doido barrido... (agora baixinho: Já sei que não me oferecem)

sábado, março 06, 2004

Molhobico. Pois...Quem não gosta de molhar o bico? O problema é sempre do tinteiro. Ou do copo.
O bico está por aí.
Quando se molhobico, já se sabe. É uma pena em riste, pronta a levar a tinta ao mais precioso papel. Será só isso?
Pois... Molhobico e vai ver.....

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