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molhamos o bico em tudo...bem, tudo não...quase tudo!

domingo, julho 25, 2004

O amigo Paredes - 1925 - 2004 

 
Foi com a voz de Fernando Alves, que me  compenetrei na partida do Paredes.
A minha ligação a Coimbra afina-me pelo tom da Guitarra desta nobre cidade.
Carlos Paredes deixa o seu som. Não é o som de Coimbra, mas Coimbra com o som de Paredes numa ligação umbilical. Abracei-o há muito. As minhas viagens tinham, normalmente, a sua companhia.
Já tudo foi dito, porque nestas alturas despeja-se tudo o que estava guardado à espera da partida.
E, como não tenho palavras para somar às já ditas (quem sou eu?), acentuarei aqui as de Rui Vieira Nery, que, como ex Secretário de Estado, pesam mais forte, e que me enchem de raiva, pelo quanto eu as sinto em mim.
"... Ao relembrar tudo isto, poucas horas depois de saber da sua morte, vem-me uma enorme sensação de vergonha como português face a esta indignidade permanente da maneira como década após década, regime após regime, este país agiu para com um dos maiores criadores culturais do séc. XX. Vergonha perante as dificuldades que passou, as perseguições que sofreu, os estímulos que não teve, as oportunidades que lhe foram negadas, o esquecimento a que foi abandonado, a gratidão que não encontrou. Vergonha perante a nobreza e a generosidade com que  apesar de tudo continuou sempre a dar-nos integralmente com a mesma entrega, com a mesma autenticidade, com a mesma paixão, com a mesma doçura. Era um príncipe que não soubemos merecer...."

domingo, julho 18, 2004

APOSTAMOS NO INDIVÍDUO  

Caro Santana Lopes,

Quem escutou o seu discurso não pode deixar de lhe reconhecer estar preparado para ir ao nosso encontro - o indivíduo desconhecido de todos,  menos do Ministério das Finanças.
E, nesta hora em que vem apresentar os seus homens, só uma coisa lhe peço: Aposte realmente no indivíduo.
O País está farto de cambada que só quer é organizar a sua vidinha e a dos seus amigos.
Vejamos:
1.Guterres sentiu o tapete a tremer. Saiu. Teve algum problema?
Foi ganhar menos do que como primeiro ministro? E foi para onde? Para uma empresa privada? 
2.O tal extra sumo do negócio dos impostos, o "Deus" encontrado por  Ferreira Leite, foi aumentado, no Banco onde trabalhava, cerca de 30% antes de entrar para o tal negócio dos impostos, porquê?
3.E Durão, que também sentia o tapete a abanar, está a tratar da vidinha de quem? Dos Europeus?
Blá, blá!
Por isso, caro Santana, Exmo senhor Primeiro Ministro, só lhe peço uma única coisa:
Quando o indivíduo, este que lhe escreve a molhar o bico, tiver que recorrer a V. Exª ou aos seus homens, com uma simples carta,
só peço que respeite esse tal indivíduo, que aposte nele, e que, ao menos,
lhe responda nem que seja da seguinte forma:
" Recebi a sua carta. Como não tenho hipóteses de resolver o seu problema, a mesma foi para o caixote do lixo".
É o mínimo que lhe peço, coisa que os seus anteriores colegas de profissão, certamente por falta de "selo" para a carta, foram incapazes de fazer.

1 abraço do Molhobico

segunda-feira, julho 12, 2004

Carlos Castro, estás poupado! 

O jornal 24 horas, lamentavelmente, deixou sair uma peça da crónica de Carlos Castro, Janotas & Desajeitados, sobre a Eng. Maria de Lurdes Pintassilgo, precisamente no dia da sua morte.
A forma como Carlos Castro se refere à insigne Engenheira, a única mulher que foi nossa primeiro-ministra é deveras desprestigiante, e eu quero aqui manifestar o meu repúdio por esta lamentável forma de ser jornalista.
Conheço Carlos Castro há quase 30 anos. Fui talvez das primeiras pessoas a ser entrevistado por ele, depois de ele vir de Angola. Mas não posso compreender que um jornalista se sirva dum jornal para assim tratar uma pessoa como foi Maria de Lurdes Pintassilgo. Ser janota ou desajeitado não é coisa que dependa totalmente de nós e essa forma de falar das pessoas depende sempre do ponto de vista, e não se pode admitir.
Parece que, como Carlos Castro escreveu, estava desejando que Maria de Lurdes Pintassilgo partisse. Carlos Castro pedia que o poupassem à sua imagem .
Estás poupado, Castro!

segunda-feira, julho 05, 2004

E AGORA? 

Estou todo chateado.
Não é por Portugal ter perdido. Isso, para mim, não adianta nem atrasa, a não ser umas conversas animadas de café, até amanhã ao meio dia.
Depois disso já vamos ter a indefinição de, se há ou não eleições antecipadas, se o Santana é ou não popular ou popularucho, se o BIBI vai ou não ser condenado, e com um pouco de sorte ainda vamos ouvir falar de Carlos Cruz, que, em toda esta história do Euro, foi, infelizmente, crucificado.
Mas o que me chateia de veras, não é nada disso.
É que pretendia comprar amanhã o 24 horas para ver a Fátima Preto em pelota, isto é, sem a Bandeira Nacional (aquela bandeira teve cá uma sorte!) a tapar-lhe as curvas, e não vou ter essa sorte, por causa desses nobres guerreiros que se acanharam contra os gregos.
Ao que parece, se Portugal ganhasse ela iria baixar a bandeira e deixar ver não sei bem o quê. Simples curiosidade...
Pois, com tudo isto, tenho pena de Portugal nunca mais aprender com a humildade dos outros. Ele era "Vamos esmagá-los!", "Vamos à vingança final!", "Somos os maiores!", "Vamos a eles!". Até Miranda Calha, a 30 minutos do jogo dizia para a TSF que iam ser 2 a zero e até informava que eram golos do Figo e do Madeirense choramingas.
E os GREGOS, humildemente: "Portugal é melhor, certamente irá ganhar"
E os nossos jogadores, totalmente idolatrados, com cavalos a correr, helicópteros, barcos, aviões, uma multidão de gente, enfim, criando-lhes um falso ego de superpotências invencíveis, qual Titanic.
Os cartazes apresentavam os craques como o ORGULHO da Nação. Bastou retirar 1 G dos Gregos, 1 Golo, para transformar o ORGULHO em GORGULHO, esse bicho danado que dá cabo da fruta boa.
Esperemos que na próxima colheita o pesticida Scolarite dê cabo dessa praga, e com umas pingas de humildite saibamos assentar os pés em terra e termos a verdadeira consciência do povo que somos... Povo humilde e orgulhoso da sua história verde e vermelha.
Infelizmente, já não temos escudo, nem Euro...

domingo, julho 04, 2004

Força Portugal! Força, Carlos Cruz! 

Neste momento está a cantar-se o Hino Nacional para o começo da final Portugal-Grécia.
Sei o que é a ingratidão. Sei o que é a falta de respeito que abunda em Portugal.
E, neste momento, o meu pensamento vai para esse homem que tanto fez por este Euro, e que, certamente, em sua casa, verá, magoado, um jogo, onde ele deveria estar, com todo o mérito, junto de Madaíl.
Não importa o resto, não importa se é ou não culpado num processo tremendamente obscuro. Pessoalmente, não acredito que o seja.
Assim, e com o pontapé de saída deste importante jogo, só um grito me apraz:
-Força, Carlos Cruz, Vamos vencer!

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